Era uma luz de fim de esperança, eternizava tudo aquilo em que tocava. A menina saltava à corda eternamente, a corda erguia-se eternamente acima da cabeça dela e eternamente fustigava o chão a seus pés. E Mathieu contemplá-la-ia eternamente. Para quê saltar à corda? Para quê? Para quê resolver ser livre? Sob aquela mesma luz, em Madrid e em Valença, havia homens, às janelas, que olhavam as ruas desertas, e diziam: "Para quê? Para quê continuar a lutar?
Jean-Paul Sartre

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